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30/11/09

TRATAMENTOS DIFERENTES…

FONTE: Ivan de Carvalho (TRIBUNA DA BAHIA).

 

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda e seu vice, Paulo Octávio, divulgaram no início da noite de ontem uma nota em que se defendem de acusações resultantes da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.,

Qualificam de “torpe vilania” de um ex-colaborador – que teria apresentado uma “versão mentirosa” dos fatos – o recebimento de dinheiro que, na versão da PF e de ex-colaborador seria para caixa de campanha eleitoral e corrupção e na versão do governador e vice, para ações sociais, a exemplo da distribuição de panetones.

O vídeo apresentado, em que Arruda recebe dinheiro, é de 2005, antes de sua eleição para governador, embora haja informações de que há outros vídeos. Mas não estou escrevendo aqui na Bahia para esmiuçar a política do Distrito Federal.

Importo-me muito mais com uma visão mais ampla do drama pelo qual passa o surpreendente e controvertido governador, que se recuperara quase milagrosamente (milagrosamente não terá sido, pois Deus, sabendo o futuro, não teria feito tal milagre) do caso da violação do painel eletrônico do Senado para bisbilhotar quem votou como na cassação do então senador Luiz Estêvão.

Arruda, então do PSDB e líder do governo FHC no Senado, jurou por pais, filhos e netos que nunca vira a lista dos votos, para no discurso seguinte admitir que recebera, sim, em um envelope, a tal lista.

Arruda saiu do PSDB, ingressou mais tarde no DEM e elegeu-se governador do Distrito Federal. Dirão alguns que os votos lavaram e levaram o lixo. Sei não. Mas agora ele, que seria candidato à reeleição, aparece sob forte suspeita, não quanto a reincidência na violação de votação secreta, mas de corrupção.
Hoje a cúpula do DEM se reúne com Arruda, o único governador do partido no país, para ouvir suas explicações. Oficialmente, informa o Democratas que se as explicações não forem satisfatórias (se forem, tudo bem), Arruda terá a opção de sair espontaneamente, cancelando sua filiação, para não ser expulso. “O partido lhe dá crédito, mas as preocupações são grandes. Ele deve se defender, mas, se não conseguir se explicar, aí devemos partir para a solução extrema que é a expulsão”, disse o senador Demóstenes Torres, democrata de Goiás. Nos bastidores, a conversa é outra: Arruda sai do DEM, por bem ou na marra.
Creio que vale uma comparação. O PT – junto com alguns dos partidos aliados – envolveu-se profundamente com o escândalo do Mensalão, envolvendo figuras de proa da legenda. Até dólares na cueca houve. Mas manteve filiados seus “mensaleiros” e o presidente Lula ainda se deu ao luxo de apoiar para prefeito o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, o do Mensalinho. Aí, aparece a ministra e candidata a presidente da República Dilma Rousseff, defendendo a volta dos mensaleiros petistas à política. Doenças parecidas, tratamentos diferentes.

criado por sardinha16    9:47 — Arquivado em: GERAL

DIVAGAÇÕES…

FONTE: Janio Lopo (TRIBUNA DA BAHIA).

 

Posso não ter sido suficientemente claro nos meus últimos comentários acerca das motivações políticas que levaram o governo desencadear o que podemos chamar de operação Agerba, ao invés de “Operação Expresso”, e que tocou fundo no âmago do PMDB baiano.  Tenho recebido e-mails contra e a favor às opiniões emitidas neste espaço. As correspondências eletrônicas que vêm assinadas faço questão de respondê-las, independentemente do seu conteúdo. Entretanto, várias delas são apócrifas e não merecem, portanto, qualquer tipo de respeito. Tenho nojo dos covardes anônimos, prática digna dos capachos dos poderosos de plantão.  

Precisava fazer esse registro mesmo que me servindo apenas de um desabafo pessoal. Talvez no afã de dizer muita coisa em poucas palavras tenha tropeçado em explicações mais detalhadas e deixado brechas para interpretações precipitadas por parte do eleitor. Em se tratando do episódio Agerba, reafirmo que o PMDB caiu numa armadilha política, já que, através dos vários meios que dispõe, inclusive junto à parte da imprensa, o governo, inteligentemente, passou à impressão à opinião pública de que as tentativas de suborno a empresários de ônibus intermunicipais não foram um fato isolado. O escândalo só valia a pena eclodir à medida que, direta ou indiretamente, envolvesse o ministro Geddel Vieira Lima, adversário de Wagner e Paulo Souto em 2010. Não fosse assim a brincadeira não teria graça.

  Ora, Ondina admite que conhecia o esquema fraudulento da Agerba. Qual seria a atitude a tomar? Afastar sua direção depois de apurados os fatos e incrimina-la judicialmente -  corruptos e os corruptores. Ponto final. Não é porque, por exemplo, duas petistas – Aglaé Souza e Tânia Pedroso –, ambos ligadas ao PT baiano, são acusadas de mandantes do assassinato do servidor Neylton, há mais de dois anos, nas dependências da Secretaria Municipal de Saúde, que seremos levianos e supor ou imaginar que todos os petistas desta terra são também co-partícipes de um homicídio, inclusive o governador. Sob nenhuma condição diremos que a cúpula nacional do PT, incluso aí o presidente Lula, tem responsabilidades nas mortes dos ex-prefeitos Tonho e Zeca do PT, em São Paulo. Também não se pode dizer que é crime donos de coletivos de Salvador se uniram para eleger um vereador petista à Câmara Municipal.  Se o leitor me entende, meu desejo é apenas deixar claro que não se deveria transformar um episódio com características meramente policiais dando-lhe um caráter político.

Como diria o mestre e mensaleiro José Genoino, uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. Meu sentimento é de que haverá desdobramentos nessa questão da Agerba. O PMDB estaria disposto a revidar o constrangimento e o mal estar que por ora o atinge. Pessoalmente sou contra o espírito de vingança. Acho que o tempo, senhor da razão, nos mostrará o caminho da verdade. No mais, essa história de grampo (legal ou não) é simplesmente o renascimento do fascismo. Quem é judeu sabe mais do que ninguém sobre o que os fascistas são capazes.

criado por sardinha16    9:41 — Arquivado em: GERAL

DEPOIS DO YOUTUBE, SUPREMO ANUNCIA ADESÃO AO TWITER EM DEZEMBRO…

FONTE: ÚLTIMA INSTÂNCIA.

 

Depois de abrir um canal no Youtube para divulgar notícias e vídeos das sessões de julgamento, o STF (Supremo Tribunal Federal) dá mais um passo para estreitar a comunicação com a sociedade. A partir de dezembro, a Corte terá uma conta no Twitter, rede social de microblogsque se tornou febre na Internet nos últimos meses.

De acordo com informações do STF, quem “seguir” o Tribunal no Twitter terá acesso, em primeira mão, às agendas do presidente da Corte e dos demais ministros, aos destaques das pautas de julgamento do Plenário, além de poder acompanhar, em tempo real, flashes dos julgamentos mais importantes em andamento nas turmas e no plenário da Casa.

Também serão divulgadas, as ações que chegam à Corte diariamente e as decisões e despachos dos ministros nos principais processos em tramitação na Corte. O Plenário Virtual, onde os ministros decidem a aplicação da repercussão geral nos temas em debate na Corte, também poderá será acompanhado por meio dessa nova ferramenta social.

Os mais recentes vídeos postados no YouTube, as fotos disponíveis no banco de imagens, as entrevistas dos ministros, e os destaques na programação da TV e da Rádio Justiça: tudo que acontece no STF poderá ser acompanhado em tempo real.

TWITER.

A rede, com apenas três anos de existência, já contabiliza mais de 3, 5 milhões de usuários no Brasil, registrando, no mundo, algo em torno de 54 milhões de visitas por mês, segundo sites especializados em tecnologia. Personalidades da política, instituições, artistas e jornalistas estão entre os usuários mais ativos e que têm aproveitado a agilidade e facilidade de uso desta nova ferramenta para se comunicar com seus seguidores.

O Twitter permite que os usuários cadastrados exponham, em no máximo 140 toques – os chamados “tweets”, que podem ser pensamentos, notícias, feitos, projetos, ideias, links para fotos, vídeos ou textos.

O usuário que se cadastra na rede escolhe livremente a quem pretende seguir no Twitter. Ao clicar para seguir alguém, o usuário passa a receber, em sua página inicial e em tempo real, as mensagens postadas por aquele usuário.

Como a interface do Twitter é simples e as mensagens têm tamanho máximo de até 140 caracteres, a rede tem demonstrado, como o YouTube, grande potencial para uso nos atuais aparelhos de celular, conhecidos comosmartphones, considerados por muitos profissionais da área de tecnologia como o futuro da comunicação. É a mobilidade a serviço da comunicação do Judiciário com a sociedade, de forma democrática e ágil.

YOUTUBE.

A experiência do STF no YouTube – cujo canal, lançado no início de outubro, já é acompanhado de perto por cerca de dois mil parceiros inscritos – mostrou que a utilização das mídias digitais como ferramenta de comunicação é uma tendência irreversível. Prova disso é que, em pouco mais de um mês, os vídeos do canal do STF já foram exibidos mais de 250 mil vezes.

O STF foi a primeira Corte Suprema do mundo a ter um canal oficial na comunidade de vídeos mais popular da Internet. A página disponibiliza vídeos de julgamentos realizados na Corte, bem como programas produzidos pela TV Justiça.

criado por sardinha16    9:25 — Arquivado em: GERAL

DISCUSSÕES SOBRE RAÍZES DA CRIMINALIDADE…

FONTE: *** ÚLTIMA INSTÂNCIA.

 

Em termos sociais, há um aspecto relevante na ocorrência de crimes que provocam comoção dos cidadãos ou repercussão na mídia, pois são por meio deles que questões importantes acabam sendo provocadas.

Uma delas refere-se ao questionamento dos fatores que provocam a criminalidade. Por exemplo, no episódio ocorrido numa Universidade, em que uma aluna foi hostilizada por usar um vestido alegadamente curto —que em termos atuais não pode ser assim considerado— levantou a pergunta: como foi possível que estudantes perdessem sua perspectiva de cidadania e se transformassem numa massa coletiva, aos moldes de uma horda de bárbaros e provocassem um tumulto de reflexos criminosos, como foi visto em imagens na Internet?

Alguns outros fatores somam-se a esse fato específico e são aqueles que se referem ao local em que a ação, complexa em si mesma, ocorreu. Trata-se de uma região industrializada, um pólo econômico do qual emergiu até mesmo o atual Presidente de nosso estado e que representa simbolicamente a subida da classe trabalhadora ao poder.

Como num local com tais características, o qual, segundo modernas teorias sociológicas, seria o solo de fertilidade necessária ao desenvolvimento de uma consciência efetiva de participação social, poderia um grupo, provavelmente filhos de trabalhadores e famílias ligadas à atividade produtiva, se transformar de tal forma.

Em paralelo à questão da perda da alteridade, tratada no artigo da semana anterior, outras considerações sobre as causas da criminalidade se fazem necessárias. Tem-se que buscar respostas num modelo de análise o qual retrate a complexidade da dinâmica moderna de sociedade, que leve em conta elementos relacionados entre si não mais estaticamente, como pretendia a criminologia tradicional, que via no criminoso um ser irracional, ou seja, um sujeito cujo único problema era não saber utilizar a razão, mecanismo comum a todos os demais seres sociais.

O novo modelo precisa retratar o ser humano sob sua perspectiva de ser vivente integral, que é dotado de razão, mas que pode praticar ações as mais irracionais e que é influenciado e construído pelo meio em que vive, não como “vítima” da sociedade, mas como resultado de forças que nela habitam.

Significa isto ampliar os horizontes no sentido de não justificar somente a criminalidade com base na idéia de pobreza ou ausência de educação, num primeiro momento. Estes também são fatores, mas não isolados.

Para se buscar esse modelo, tenta-se examinar o que se pode chamar de dinâmica social, seu mecanismo de funcionamento e como essa mesma dinâmica pode indesejavelmente contribuir na alimentação de condutas delitivas.

Deve-se partir da análise da estrutura da sociedade como um complexo de forças, as quais podem ser agrupadas em dois sistemas menores ou dois subsistemas. Para facilitar, serão denominados de subsistema da cultura e subsistema da civilidade. Ambos realizam um processo de interferência mútua, imperceptível em termos diários, mas que atuam sintetizando forças próprias de modo intermitente. Não se trata da batida dialética marxista, nem mesmo aquela hegeliana, pois não se visa a um fim absoluto. Há, ao contrário, um movimento de forças que não se esgotam em si mesmas e que mantém a sociedade sempre viva, por assim se dizer.

Pode-se afirmar, para delimitar os campos dos dois subsistemas, que no subsistema da cultura encontram-se todos os projetos que uma dada sociedade possui, enquanto no subsistema civilidade, todos os objetos que uma sociedade consegue concretizar. Na cultura estão as idéias, as ideologias, enfim, o conjunto de tudo aquilo que dentro de uma sociedade tem força motriz mais abstrata. Na civilidade, estão a tecnologia, os produtos, as construções, os bens consumíveis, isto é, tudo aquilo que tenha força motriz concreta dentro do seio social. Desta relação entre projetos e objetos, nasce e se mantém uma sociedade.

No mundo moderno, no qual predomina um modelo capitalista de natureza consumista, os objetos compõem-se basicamente de bens destinados à aquisição e uso e os projetos são lastreados no desejo de possuir tais bens. Esta malha espalha-se em toda sociedade moderna dita normal, até mesmo por força da economia globalizada de mercado. Assim, todos os integrantes da sociedade são, de um modo ou outro, influenciados em sua vida por este fluxo dialético. Todos desejam e adquirem bens, independentemente da classe a que pertençam e os bens são produzidos para atender necessidades de classes distintas. Os cidadãos que obtêm recursos por canais socialmente adequados obtêm tais bens de maneira considerada lícita. Aqueles que não podem, não os obtêm de modo lícito. Aqui se inicia um outro movimento dialético.

Aqueles que não têm espaço para manutenção de vida chamada normal, ou seja, não conseguem se integrar no tecido social, acabam sendo empurrados para outra esfera social, a da chamada informalidade. Direcionados para atividades informais, acabam por adquirir bens também por vias da mesma natureza. Neste ambiente informal de trabalho, são criadas regras próprias de convívio social e o conjunto destas regras faz surgir uma sociedade paralela. Dentro desta, as condutas reiteradamente praticadas tornam-se práticas habituais e induzem ao nascimento de uma “cultura” da informalidade, na qual também são estabelecidos valores próprios. No momento em que é estabelecida esta cultura, o movimento dialético da informalidade se consolida e caminha em paralelo ao sistema político estabelecido pelo Estado.

O ponto fundamental é que dentre as atividades praticadas, algumas não são ilegais no sentido de constituírem crime, mas outras sim. E é exatamente aqui que, na sociedade moderna, nasce o problema, pois o crime participa como colaborador da estruturação do sistema informal descrito, uma vez que a atividade criminosa acaba por ser lucrativa, gerando uma economia própria e permitindo uma estrutura social paralela, como dito acima.

Assim, a dialética da dinâmica social alimenta a formação e a manutenção da criminalidade e não apenas a pobreza ou a ausência de educação. É uma estrutura complexa —e não fatores isolados— que compõe a criminalidade moderna, a qual, por sua vez, se consolida no momento em que, no dinamismo social, as regras estabelecidas numa prática informal e criminosa, dentro do sistema denominado civilidade, finalmente terminam por se reproduzir num sistema cultural, estabelecendo principalmente valores – ou um “ethos criminoso”.

Mas esta figura não é explicita, ela permanece latente, em convívio com o “ethos” social considerado normal. Quando certos mecanismos são acionados, permitem emergir esse “segundo ethos”, o qual se revela nas ações praticadas sob a perspectiva de ilegalidade, pois afrontam o modelo tido por normal. Como partem de um modelo subsidiário, oculto, mas presente, aqueles que praticaram a ação, enquanto a praticam e por algum tempo depois, não a consideram lesiva, não a percebem como tal.

Aqui a perspectiva se abre para se falar dos reflexos da ação criminosa e como ela se retroalimenta no mundo globalizado, mas é exigido outro texto sobre isso.

Como última palavra, a explicação inicial do motivo de falha do modelo de sanção penal adotado, que hoje visivelmente não funciona, porque tem por base a função de “dar exemplo”, com uma idéia de retribuição: pune-se porque se praticou o crime e para que não seja praticado por outros. Mesmo com a lei orientando para a chamada prevenção, nome técnico para a busca da chamada ressocialização, isto não é conseguido, porque é só uma nomenclatura distante da realidade. Mais uma vez, pede-se ao leitor outra oportunidade para se complementar tal argumento.

 

*** João Ibaixe Jr. é advogado criminalista, sócio do escritório Queiroz Prado Advogados. Especialista em direito penal, pós-graduado em filosofia e mestre em filosofia do direito, foi delegado de Polícia e coordenador da Assessoria Jurídica da Febem. Atualmente é membro efetivo da Comissão de Direito Criminal da OAB-SP, além de professor assistente e coordenador de núcleo de pesquisa da PUC-SP.

criado por sardinha16    9:12 — Arquivado em: GERAL

ESTRANGEIRISMO E XENOFOBIA…

FONTE: *** ÚLTIMA INSTÂNCIA.

 

REFÚGIO – Antônio, Benedito, Bento, Carlos, Francisco, Geraldo, José, João, Joaquim, Luiz, Manoel, Pedro, Raimundo, Severino, etc., etc.

Creio que somente aqueles que já tenham ultrapassado as três décadas de vida, pelo menos, têm os nomes da lista. Tudo mudou. A moda agora são nomes inventados, macaquices, mistura de nomes de pai e mãe e outras aberrações.

Antônio, creio que ainda está por aí o mais famoso deles, nas últimas décadas: Antônio Delfim Neto, o todo poderoso ministro do “milagre econômico” dos tempos da ditadura militar.

Bento, Benedito ou Bendito – tudo significa a mesma coisa – somente se conhece um: o Papa.

Ocorre no Brasil um fenômeno interessante quanto à escolha de nomes que os pais fazem para os seus filhos.

Depois dos nomes antigos e tradicionais, como esses da lista do início, a mania eram os nomes de apóstolos de Cristo, como Lucas, Daniel, Pedro, Tiago, Tomé. E por aí vai. Ainda são usados, mas a moda quase passou.

Ainda em época recente, surgiu a mania esdrúxula de inventar nomes para os filhos, combinando os nomes do pai e da mãe. Saíram as coisas mais estrambóticas. Querem um exemplo: a prefeita da cidade de Natal, chamada Micarla, é a combinação de Mirian e Carlos. Este é até tolerável. Mas existem alguns que, é muito provável, os filhos abominam e todos os dias devem imaginar onde seus pais estavam com a cabeça. Listas que circulam, retiradas de registros de Cartórios, mostram anomalias. Há casos de mistura que resulta em pornografia. Outros marcam para  a vida inteira os seus donos. São motivos para piadas e chacotas.

Há, no entanto, um fenômeno que, certamente, merece um estudo de cientistas sociais ou de ciências que tratem das manias da população.

Sãs os nomes de jogadores de futebol, no Brasil. Há uma infinidade de nomes de craques (outros nem tanto assim), terminados com a palavra “son”, que em inglês significa filho.

Há, também, uma mania de escolher para os filhos nomes, supostamente em língua estrangeira, terminados em “ton”.

Navegando na internet, encontrei  um site de uma entidade que reúne os notários e os tabelionatos, brasis afora, onde consta uma imensa lista de nomes de jogadores de futebol, todos brasileiros. Em tom de piada, diz o editor do site:

“A seleção da coluna entrará em campo para o próximo compromisso com a seguinte formação: Glédson; Joílson, Halisson, Acleisson e Richarlyson; Vanderson, Kléberson, Glaydson e Taison; Wallyson e Keirrison. No banco de reservas ficarão Wanderson (goleiro), Jadilson, Maylson, Leanderson, Cleverson e Roberson.

A seleção adversária, armada no três-cinco-dois, se apresentará com: Weverton; Adailton, Heverton e Welton; Arilton, Cleiton, Éverton, Uelliton e Neilton; Washington e Elton. Os reservas serão Dalton (goleiro), Erivelton, Hamilton, Wellington, Hélton e Jailton.”

Garante o portal notarial que, sem exceção, todos são nomes verdadeiros, pinçados nos livros de registro.

Para complementar, ainda aparecem outros nomes de jogadores, como “Weverton, goleiro do Vila Nova, de Goiás e Acleisson, volante do Mirassol, clube do interior paulista”, dizem os notários.

Vai distante o tempo em que os jogadores mais conhecidos, notadamente aqueles da seleção do Brasil, tinham apelidos como Pelé, Didi, Dida, Pepe, Telê, Zico. E por aí seguia. Os nomes mudaram, mas a história mostra que os antigos eram melhores.

O que explicaria o fenômeno?

Dizem alguns estudiosos que os pais,  quando escolhem os nomes extravagantes, têm o intuído de dar aos filhos nomes que os tornem importantes. Para tanto, entendem que o meio mais apropriado são os nomes em inglês. Não querem que os filho sejam iguais a todos os outros, ou um “João ninguém”.

Há, ainda, um outro detalhe interessante: vários jogadores de futebol brasileiros têm o nome de Maicon. É um deles o lateral direito da seleção brasileira, titular do Internacional, de Milão, apontado como o melhor do mundo em sua posição.

As hipóteses aventadas para explicar são várias. Diz a maioria que seria uma corruptela do nome, também em inglês, Michael. Poderia levar, dessa forma, a vincular os “Maicon”  ao Michael Jackson, o astro pop recentemente falecido. Outro detalhe é que, além da grafia mais usada, Maicon, existem, ainda, registros indicando que há pessoas chamadas Maycon, Maykon e Maikon.

Tenho minhas dúvidas quanto à explicação sobre o uso do Maicon como uma imitação (ou homenagem) ao Michael Jackson. Existem alguns “Maicon” (como o lateral direito já aludido) que têm idade em torno de trinta anos. Ora, há três décadas o astro norte-americano ainda não era assim tão famoso no Brasil.

Outros nomes  chamam a atenção. Em outra pesquisa, encontrei listas de pessoas que têm nomes esquisitos. Por exemplo, ainda com a mania do estrangeirismo, embora muitos sejam difíceis de acreditar, há pessoas com os seguintes nomes: Gabrielly, Rayssah,  Fillypy, Marcelly, Karollyne, Kammilly, Gennyfer,Jhenyffer,Jenifer; Wellynton,Welyntone, Ueliton, Wellston, Klésya; Wuesclein; Keylliannys, Willybur, Welcon, Jheysi, etc., etc.
A maioria dos nomes desta última lista foi encontrada em uma pesquisa feita por estudantes de sociologia, em comunidades  de grandes cidades do Brasil.

Há, ainda, um outro aspecto que pode determinar estudo para explicar por que existem tantos brasileiros obcecados por palavras estrangeiras. Há, até, um detalhe. Ninguém pode desconhecer que, no Brasil e em muitos outros lugares do mundo, existe uma aversão aos americanos e, por conta disso, são até hostilizados. É uma xenofobia que a cada dia mais se acentua. Não são bem vistos até os brasileiros que residem nos Estados Unidos, como é o meu caso.

No entanto, há uma mania de usar expressões em inglês, certamente com o propósito de impor mais status.

Não se usa mais “entrega”. Agora é “delivery”. A antiga liquidação ou queima de estoque mudou para “sale”. Ninguém mais dá descontos. Agora usa-se o “off” para indicar redução nos preços.

E por aí vai!

 

*** Josué Maranhão é jornalista e advogado aposentado. Iniciou-se como jornalista no Nordeste, na década de 1950. Atuou durante 15 anos, tendo exercido diversas funções em redações de jornais. Formado em direito pela UF-RN, advogou em Natal e foi juiz em Recife, nos anos 1960 e 70. Em São Paulo, trabalhou como advogado durante mais de 20 anos. Mudou-se para o exterior em 1996. Morou na Indonésia e na Malásia. Reside em Boston (EUA) desde 1998, quando voltou ao jornalismo. É autor de Jacarta, Indonésia, Fazer a América e Um Repórter à Moda Antiga, todos à venda na Livraria Última Instancia.

criado por sardinha16    9:07 — Arquivado em: GERAL

ALUNA EXPULSA DE FACULDADE SERÁ INDENIZADA EM R$ 6.225 EM MG…

FONTE: ÚLTIMA INSTÂNCIA.

 

A 17ª Câmara Cível do TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) condenou a Faculdade de Itaúna a indenizar uma estudante em R$ 6.225 por danos morais. Ela foi expulsa da instituição por supostas agressões ao reitor durante a participação em um protesto, mas a faculdade não apresentou provas suficientes do ocorrido.

De acordo com os autos, a faculdade expulsou a estudante sob o fundamento de que, durante um protesto que os alunos faziam, em março de 2001, reivindicando melhorias em um prédio do campus, ela agrediu o reitor com palavras de baixo calão e o ameaçou, alterando a rotina da faculdade.
Em julho de 2006, a ex-estudante ajuizou ação pleiteando indenização por danos morais, argumentando que a faculdade a acusou injustamente, pois não houve qualquer prova das agressões verbais nem das supostas ameaças. Em consequência da punição que sofreu, teve a conclusão de seu curso atrasada em um ano. Além disso, apesar de ter conseguido a reintegração no quadro de discentes da faculdade, através de uma liminar, foi discriminada pela instituição até o final do curso.
A faculdade, em sua defesa, argumentou que instaurou um processo disciplinar para apurar as atitudes tidas como abusivas durante o protesto. Além disso, alegou prescrição, pois a ex-aluna ajuizou a ação cinco anos após o protesto, sendo que o prazo prescricional da relação de consumo é de cinco anos. A juíza de 1ª Instância, Andrea de Souza Foureaux Benfica, não aceitou os argumentos e fixou a indenização no valor de R$ 6.225.
A instituição, então, recorreu ao Tribunal. No entanto, a turma julgadora confirmou a sentença de primeira instância. Os magistrados entenderam que a matéria tem caráter pessoal e não de cunho consumerista, o que afasta o argumento da prescrição. Além disso, eles destacaram que a instituição não conseguiu provar as alegações que motivaram a expulsão.

criado por sardinha16    9:00 — Arquivado em: GERAL

29/11/09

JOGOS DE VOLTA DEFINEM OS GRANDES FINALISTAS DO INTERMUNICIPAL 2009…

 

Porto Seguro, Coarací, Serrinha e São Francisco do Conde estiveram hoje frente-a-frente jogando muito para garantirem as vagas de finalistas do Campeonato Intermunicipal 2009.

Com esses resultados São Francisco do Conde e Serrinha carimbaram seus passaportes com voo direto para a grande final do Campeonato Intermunicipal - Edição 2009. Os resultados dos jogos de volta foram

 

* São Francisco do Conde   3  x   1   Coarací

* Serrinha  3   x   0  Porto Seguro

 

* Classificados para a grande final da competição.

criado por sardinha16    20:32 — Arquivado em: GERAL

VAMOS RELEMBRAR COMO FOI A CAMPANHA DAS DUAS FINALISTAS DO INTERMUNICIPAL…

Após as partidas da tarde deste domingo, Serrinha e São Francisco se consagraram as duas Seleções finalistas do Campeonato Intermunicipal - Edição 2009. Vamos relembrar como foi a campanha das duas Seleções.

 

SERRINHA

 

A Seleção de Serrinha, originária do Grupo 02, juntamente com as Seleções de Santaluz, Amélia Rodrigues e Feira de Santana, teve bons resultados na primeira fase. Confira:

 

1ª. FASE

06 Jogos

05 Vitórias

01 Derrota

CONFRONTOS

Serrinha 5 x 0 Amélia Rodrigues

Santa Luz 0 x 1 Serrinha

Serrinha 5 x 1 Feira de Santana

Feira de Santana 0 x 3 serrinha

Serrinha 1 x 0 Santa Luz

Amélia Rodrigues 1 x 0 Serrinha

 

Finalizou a fase na 1ª colocação do Grupo atingindo 15 pontos e com o aproveitamento de 83%, conquistando assim vaga para a fase seguinte.

Integrando o Grupo 16, com São Fco. do Conde, Ipirá e Crisópolis, a Seleção de Serrinha continuou atingindo pontos suficientes para seguir para adiante. Confira como foi seu desempenho na 2ª Fase:

 

2ª. FASE

06 Jogos

03 Vitórias

02 Empates

01 Derrota

CONFRONTOS

Ipirá 0 x 1 Serrinha

Serrinha 3 x 0 Crisópolis

Serrinha 3 x 1 São Francisco do Conde

São Francisco do Conde 0 x 0 Serrinha

Crisópolis 2 x 1 Serrinha

Serrinha 1 x 1 Ipirá

 

Com o aproveitamento de 61% e atingindo a segunda colocação do Grupo, Serrinha avançou para a 3ª Fase da competição, veja como foram os confrontos:

 

3ª.  FASE

02 Jogos

01 Vitória

01 Empate

CONFRONTOS

Serrinhá 5 x 1 Itagibá

Itagiba 1 x 1 Serrinha

 

No Grupo 26, concorrendo com Itagibá, a Seleção de Serrinha, venceu o jogo de ida com facilidade e no jogo de volta conquistou o empate com a Seleção concorrente. Com aproveitamento técnico de 67% e com a pontuação necessária avançou para a fase Quartas-de-Final.

Já na fase Quartas-de-Final, compondo juntamente com a Seleção de Valença o Grupo 32, venceu as duas partidas da fase, atingindo 100% de aproveitamento na fase e garantindo a vaga de semifinalista do Campeonato Intermunicipal.

 

QUARTAS DE FINAL

02 Jogos

02 Vitórias

CONFRONTOS

Valença 0 x 1 Serrinha

Serrinha 1 x 0 Valença

 

A Seleção de Serrinha, conseguiu quebrar a invencibilidade da Seleção de Porto Seguro que mantinha sua campanha sem nenhuma derrota, até encontrar com a Seleção de Serrinha na fase semifinal.

 

SEMIFINAL

02 Jogos

02 Vitórias

CONFRONTOS

Porto Seguro 0 x 2 Serrinha

Serrinha 3 x 0 Porto Seguro

 

Na fase semifinal terminou com 100% de aproveitamento.

No quadro geral de classificação, a Seleção de Serrinha foi líder da competição nas cinco primeiras rodadas, oscilou algumas rodadas entre a 2ª e a 3ª colocação e vem se mantendo sempre nessas posições, mostrando assim uma regularidade no seu desempenho.  

 

SÃO FRANCISCO DO CONDE.

 

Integrante do Grupo 04 na 1ª fase da competição, a Seleção de São Francisco do Conde concorreu suas primeiras rodadas com as Seleções de Santo Amaro, Saubara e Simões Filho. Confira como foram os jogos que a Seleção disputou:

 

1ª. FASE

06 Jogos

03 Vitórias

03 Empates

CONFRONTOS

Saubara 0 x 2 São Francisco do Conde

São Francisco do Conde 0 x 0 Simões Filho

Santo Amaro  0 x 0 São Francisco do Conde

São Francisco do Conde 1 x 1 Santo Amaro

Simões Filho 1 x 3 São Francisco do Conde

São Francisco 4 x 0 Saubara

 

Foi a 1ª colocada do seu Grupo atingindo 12 pontos e o aproveitamento de 67%, garantiu vaga para a fase seguinte.

Na 2ª fase passou a integrar o Grupo 16, juntamente com as Seleções de Ipirá, Crisópolis e a também semifinalista, Serrinha. Veja como foram os jogos nesta fase:

 

2ª. FASE

06 Jogos

04 Vitórias

01 Empate

01 Derrota

CONFRONTOS

Crisópolis  0 x 1 São Francisco do Conde

São Francisco do Conde 5  x  1  Ipirá

SZerrinha 3 x 1 São Francisco do Conde

São Francisco do Conde  0  x  0 Serrinha

Ipirá 0 x 6 São Francisco do Conde

São Francisco do Conde 2 x 1 Crisópolis

 

Finalizou a 2ª fase novamente como a 1ª colocada do Grupo com 13 pontos ganhos e o aproveitamento técnico de 72%.

Na 3ª fase, a Seleção de São Francisco do Conde compôs juntamente com Conceição da Feira, o Grupo 25. Veja como foram os jogos:

 

3ª. FASE

02 Jogos

02 Vitórias

CONFRONTOS

Conceição da Feia 1  x  7  São Francisco do Conde

São Francisco do Conde 3  x  0  Conceição da Feira

 

Com as duas vitórias São Francisco carimbou mais uma vez o passaporte para a fase seguinte. Com o aproveitamento técnico 100% na 3ª fase, a Seleção seguiu para a fase quartas-de-final.

Nas quartas-de-final, fez parte do Grupo 31 e a Seleção adversária era uma velha conhecida, Pojuca. Em outras edições do Intermunicipal desclassificou a Seleção de São Francisco do Conde na reta final, desta vez, o enredo foi diferente.

Confira os resultados dos confrontos entre São Francisco do Conde e Pojuca.

 

QUARTAS DE FINAL.

02 Jogos

01 Vitória

01 Empate

CONFRONTOS

Pojuca  0  x  1 São Francisco do Conde

São Francisco do Conde 1 x 1 Pojuca

 

Com a vitória no jogo de ida e o empate no jogo de volta, a Seleção de São Francisco garantiu vaga entre as semifinalistas.

 

SEMIFINAL

02 Jogos

01 Derrota

01 Vitória

CONFRONTOS

Coarací  1 x 0 São Francisco

São Francisco do Conde  3  x  1  Coarací

 

São Fco. do Conde sofreu uma derrota no jogo de ida contra Coarací, mas em casa buscou o resultado e conquistou sua vaga na final após terminar a partida em 3 x 1 sobre Coarací.

Num apanhado geral do campeonato, começou a atingir suas melhores colocações a partir da 7ª rodada, quando alcançou a 7ª colocação entre as 55 Seleções. Depois disso chegou a ser 9ª colocada nas rodadas 9ª e 10ª depois arrancou para a 3ª colocação, onde está até agora.

 Mesmo terminando no quadro geral na 3ª colocação conseguiu sua classificação no saldo de gols contra Coarací.

criado por sardinha16    20:20 — Arquivado em: GERAL

FLA CUMPRE SEU PAPEL, VENCE CORINTHIANS E É O NOVO LÍDER DO BRASILEIRO…

FONTE: Bruno Doro em Campinas (São Paulo) (UOL ESPORTE).

 

No Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, a torcida do Flamengo comemorou seis vezes. Não, o jogo contra o Corinthians não foi uma chuva de gols. A vitória, 2 a 0, foi pobre em emoções. Mas, somado aos resultados da rodada - e principalmente aos quatro gols do Goiás no Serra Dourado -, bastou.
Pela primeira vez no Campeonato Brasileiro de 2009, o Flamengo é líder, com 64 pontos. Agora o time carioca depende apenas de si para conquistar o sexto título nacional (o quinto, nas contas da CBF). Para isso, basta vencer o Grêmio na última rodada, no domingo que vem, no Maracanã, para erguer um troféu que não fatura desde 1992. Mesmo com derrota o Fla pode ser campeão, desde que Inter, Palmeiras e São Paulo também tropecem.

Mas antes, os flamenguistas já celebravam. Não com o rendimento do time em Campinas, mas com o jogo do Serra Dourada. O São Paulo saiu na frente, mas levou, depois, quatro gols do Goiás. No Brinco de Ouro, os flamenguistas comemoram mais os feitos esmeraldinos do que os rubro-negros.
Com as atenções voltadas para outro estádio, nem notaram as duas ausências do dia. Ronaldo e Adriano deveriam ser os grandes nomes do confronto deste domingo, mas não compareceram. O Fenômeno até entrou em campo. Mas lento, pesado, jogou só 23 minutos. Deu uma arrancada. O Imperador nem foi para Campinas. Treinou só uma vez na semana, com uma bolha no pé esquerdo.
O JOGO.
A falta de emoções em Campinas já era prevista. O time paulista entrou em campo apático, assistindo o meio-campo do Flamengo armar as jogadas. Ora pela direita, com Léo Moura e Williams em cima de Escudero, ora pela esquerda, com Juan e Zé Roberto contra Jucilei.
Logo aos três minutos, Edu, após carrinho em Léo Moura, se machucou. Ronaldo foi o próximo. Aos 25 minutos, o Flamengo já tinha até acertado a trave, com Álvaro, quando o Fenômeno arrancou.
Como sempre, protegeu bem a bola, passou pela defesa, tentou o chute. Foi travado. Reclamou de dores no ombro e, rapidamente, deixou o jogo. “Ele sentiu uma fisgada no músculo posterior da coxa. Tem que fazer exame para saber se é de grau 1 ou 2″, explicou o médico do time, Paulo Faria. Mas a substituição foi a senha para o Flamengo.
Sem Ronaldo, o grande nome do jogo, pelo menos no papel, os flamenguistas apertaram. Como resposta à saída do ídolo corintiano, Toró aproveitou a marcação ruim de Jucilei, achou Zé Roberto nas costas da defesa. Ele entrou na área, chutou cruzado. Felipe tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol: 1 a 0 para o Flamengo.
A torcida do Flamengo vibrou em dobro. Longe, no estádio Serra Dourada, o Goiás empatara o jogo com o São Paulo. Liderança rubro-negra.
Atrás no placar, o Corinthians seguiu apático até os 37 minutos, quando Souza, apagado em sua passagem pelo Parque São Jorge, apareceu. Ele recebeu de Jorge Henrique, virou para cima da zaga e achou Defederico, livre, no meio da área. O argentino chegou a driblar Bruno, mas a bola não entrou.
Cinco minutos depois, a torcida do Flamengo explodiu mais um vez. O jogo estava parado. A bola, no meio do campo. A alegria teve origem, novamente, em Goiânia, com o segundo gol do Goiás.
Aos 39, uma confusão no meio-campo, após carrinho de Souza em Williams. A jogada parecia inocente, mas Evandro Rogério Romam deu cartão amarelo. Na sequência, cartões amarelos para Chicão e Elias, por reclamação, e expulsão de Mano Menezes.
Na saída de campo, os corintianos se mostraram revoltados com o árbitro. “Tem de entrevistar o árbitro. Ele é um merda. Não sabe o que está fazendo. Está falando que a nossa função não é questionar a arbitragem. Nunca vi isso”, disse Elias.
Essa ira voltou para o campo no segundo tempo. Logo no primeiro minuto, Defederico fez boa jogada no meio, driblou dois e chutou de longe. Bruno defendeu com facilidade, mas era a mostra da mudança de postura do time paulista. Aos 13, o primeiro lance de perigo: Defederico, mais uma vez, cobrou escanteio na cabeça de Paulo André. Bruno pegou bem. Aos 18, outro lance de perigo.
A pressão corintiana fez Andrade se mexer. Tirou Pet, que foi anulado pelo trio de volantes do Corinthians, colocou o chileno Fierro. Logo em seguida, ele levou uma entrada dura de Chicão. O juiz não viu, mas foi alertado pelo assistente. Assim que ele mostrou o vermelho para o zagueiro corintiano, a torcida do Flamengo voltou a cantar. Alegria pela expulsão? Não. Pelo terceiro do Goiás. Aos 30, o grito foi ainda mais forte. Goiás 4 a 2, liderança garantida. O segundo gol, aos 46 minutos, de pênalti, marcado por Léo Moura - e Felipe nem foi na bola, em protesto -, foi só um detalhe.

                                                    Corinthians   0   x   2   Flamengo

Corinthians: Felipe; Jucilei, Chicão, Paulo André e Escudero (Dodô); Elias, Boquita, Edu (Moradei, aos 3min do 1ºT) e Defederico; Jorge Henrique e Ronaldo (Souza, aos 25min do 1ºT). Técnico: Mano Menezes

Flamengo: Bruno; Léo Moura, Ronaldo Angelim, Álvaro e Juan; Williams, Airton, Toró e Petkovic (Fierro); Zé Roberto e Bruno Mezenga (Denis Marques). Técnico: Andrade
 
Local: Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR)        -     Assistentes: Alessandro Rocha Matos (BA) e Altemir Hausmann (RS)
Cartões amarelos: Álvaro, Toró e Petkovic (FLA), Moradei, Souza, Chicão, Elias, Escudero e Dodô (COR)
Expulsos: Mano Menezes e Chicão (COR)
Gols: Zé Roberto, aos 26 min do primeiro tempo, e Léo Moura, aos 48min do tempo.

criado por sardinha16    19:32 — Arquivado em: GERAL

GOIÁS VENCE, ESTRAGA A FESTA DO HEPTA E SÃO PAULO CAI PARA QUARTO LUGAR…

FONTE: Carlos Padeiro, em Goiânia (GO) (UOL ESPORTE).

 

                                                   GOIÁS   4   x   2   SÃO PAULO

GOIÁS: Harlei; Rafael Toloi, Ernando e Leandro Euzébio; Vítor, Rithelly (Amaral), Fernando, Léo Lima e Douglas (Julio Cesar); Iarley e Fernandão (Romerito). Técnico: Hélio dos Anjos

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Renato Silva, André Dias e Rodrigo (Marlos); Jean, Arouca (Henrique), Hernanes, Jorge Wagner (Oscar) e Junior Cesar; Hugo e Washington. Técnico: Ricardo Gomes
 
Local: estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)       -     Assistentes: Roberto Braatz (PR) e Carlos Berkenbrock (SC), ambos da Fifa
Público: 28.574      -    Renda: R$ 1.185.865,00
Cartões amarelos: Fernando (G), Rithelly (G), Douglas (G), Iarley (G), Julio Cesar (G); Hugo (SP)
Gols: Washington (SP), aos 16min, Vítor (G), aos 22min, Rithelly (G), aos 37min do primeiro tempo; Fernandão (G), aos 22min, Washington (SP), aos 26min, Leo Lima (G), aos 27min do segundo tempo.

criado por sardinha16    19:09 — Arquivado em: GERAL
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