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28/2/09

UBERLÂNDIA, DE FAJARDO SE RENDE AO ATLÉTICO, DO SEU ÍDOLO LEÃO…

FONTE: UOL Esporte, em Belo Horizonte.

 

                     Diego Tardelli marcou o segundo gol na goleada sobre o Uberlândia.

No confronto entre os times comandados pelos ex-goleiros Leão e Wellington Fajardo, que têm uma relação de ídolo e fã, o Atlético-MG goleou o Uberlândia por 4 a 0, alcançando a sua terceira vitória consecutiva, a segunda pelo Campeonato Mineiro. A tática ofensiva do treinador atleticano, que escalou três atacantes - Éder Luís, Diego Tardelli e o jovem Kléber -, superou o esquema defensivo do time visitante.

Apesar de ter feito uma nova função, que exigiu dele atuar mais recuado e ajudar na marcação, Éder Luís fez dois gols e foi um dos destaques. Com o triunfo, o Atlético-MG chegou aos 14 pontos em 21 possíveis (aproveitamento de 66,66%), garantindo sua vaga à próxima fase da competição, e assumindo, pelo menos provisoriamente a vice-liderança. Essa posição, no entanto, pode ser recuperada pelo Democrata-GV, que tem 13 pontos e enfrenta o Tupi, em Juiz de Fora, ainda neste sábado, às 18h30.
O Uberlândia se manteve na sétima colocação, com sete pontos, mas também pode perder a posição, já que o Tupi, 9º colocado, com a mesma pontuação, recebe o time de Governador Valadares. Foi a primeira derrota da equipe do Triângulo Mineiro sob o comando de Wellington Fajardo, que vinha de duas vitórias e um empate.

Antes de a bola rolar, houve muita confusão fora do Mineirão, com muitos torcedores atleticanos tentando adquirir ingressos, minutos antes do começo do jogo, e enfrentando longas filas. Essa situação, que já havia acontecido em outras partidas, levou a diretoria atleticana a anunciar oficialmente, no intervalo, por meio do assessor de imprensa Domênico Bhering, a adoção de preços diferenciado dos ingressos a serem vendidos nos dias da partida.
Também antes do início do jogo, à beira do gramado, Leão foi ao encontro de Wellington Fajardo para cumprimenta-lo. Ao ver o treinador chegar, o treinador do Uberlândia não resistiu. “É o meu grande ídolo”, disse. “Temos bom relacionamento no passado. Fui treinador dele numa fase bem favorável, iniciante na minha carreira. Agora, ele é treinador. Fui cumprimentá-lo, desejando boa sorte, já que ele cometeu dois erros que eu cometi: ser treinador e ser goleiro”, comentou Leão.
Com a bola rolando, o Atlético-MG não deu chance ao Uberlândia. Logo aos 2min, Márcio Araújo abriu o placar. Aos 4min, o goleiro Paulo César evitou o segundo gol, ao defender chute de Éder Luís, mas aos 9min, Diego Tardelli, em batida potente, de longe, ampliou a vantagem do time da casa.
O domínio atleticano era tão grande, que, aos 20min, Wellington Fajardo, fez duas alterações, tirando Pepo e Wanderson para as entradas de Mateus e Caio. Com as modificações, o Uberlândia cresceu e chegou a ameaçar o gol atleticano, obrigando o goleiro Juninho a fazer uma difícil defesa, aos 27min. O primeiro tempo, no entanto, terminou com a vitória parcial da equipe de Leão.
“Para jogar contra o Atlético a gente tinha estratégia que passava por mais segurança no início da partida. Tomamos gol com dois minutos, foi uma variante que fez com que a gente se desorgfanizasse um pouco”, analisou Wellington Fajardo. “Nós viemos para jogar no erro do Atlético e fomos surpreendidos”, acrescentou.
E o Atlético voltou para o segundo tempo com o mesmo pique com que terminou a etapa inicial. Aos 3min, em rápido contra-ataque, Éder Luís recebeu a bola, avançou em velocidade, e bateu forte, fazendo o terceiro gol do time alvinegro. O Atlético não diminuiu o ritmo e continuou a explorar o contra-ataque, levando perigo constante ao goleiro Paulo César.
Mais na base da vontade do que qualquer outra coisa, o Uberlândia continuou tentando pelo menos diminuir a vantagem atleticana, mas não conseguiu êxito. E o time mandante ainda fez o quarto, por meio de Éder Luís, aos 39min.
Apesar de elogiar a velocidade, a “plasticidade dos gols”, a qualidade individual e o esforço coletivo, Leão ainda viu defeitos. “Cometemos um erro que eu não gosto e nenhum treinador gosta. Acho que precisamos de compromisso com a parte ofensiva, mesmo depois de termos feito um ou dois gols”, observou o treinador atleticano.
Os dois times voltam a campo, pelo Mineiro, no domingo, dia 8 de março. O Atlético-MG visita o Democrata, em Governador Valadares, enquanto o time do Triângulo Mineiro recebe o Rio Branco, de Andradas.

ATLÉTICO-MG 4 x 0 UBERLÂNDIA

Atlético-MG: Juninho, Marcos Rocha, Leandro Almeida, Welton Felipe (Werley) e Júnior; Renan, Márcio Araújo (Yuri), Carlos Alberto e Éder Luís; Diego Tardelli e Kléber (Chiquinho). Técnico: Emerson Leão.

Uberlândia: Paulo César; Ley, Derlan, Rancharia e Marinho Donizete; Vertinho, Pepo (Mateus), Indinho e Wanderson (Caio); André Nascimento (Berg) e Renna . Técnico: Wellington Fajardo

Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Público: 24.198 pagantes           -    Renda:
R$ 225.440,00
Árbitro: Luiz Carlos Silva (MG)      -       Assistentes:
Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Ângela Paula Cruz Régis Ribeiro (MG)
Cartões amarelos:
Rancharia, Indinho, Marinho Donizete, Derlan (Uberlândia); Carlos Alberto, Marcos Rocha (Atlético-MG)
Gols: Márcio Araújo, aos 2min, Diego Tardelli, aos 9min do primeiro tempo; Éder Luís, aos 3min e aos 39min do segundo tempo.

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PALMEIRAS SOFRE, MAS BATE GUARANI COM RESERVAS E AMPLIA DOMÍNIO NO PAULISTA…

FONTE: Rodrigo Farah, em São Paulo.

        Meia Marquinhos perde pênalti, mas Palmeiras consegue marcar no fim do jogo.

Mesmo sem realizar uma grande partida e repetir o futebol ofensivo dos titulares, os reservas do Palmeiras cumpriram seu papel mais uma vez. O time alviverde se aproveitou de um gol de Deyvid Sacconi aos 34min do segundo tempo e derrotou o Guarani por 1 a 0 no Parque Antarctica. Desta forma, os comandados de Vanderlei Luxemburgo ampliaram a vantagem do clube na liderança do Campeonato Paulista.

“ O destino prega essas peças. Acabei marcando contra meu ex-time, mas estou muito feliz por ajudar nessa vitória. Estava precisando desse gol. Fiquei afastado sete meses e estou mais do que feliz por marcar”, comemorou Sacconi, que ficou longe dos gramados boa parte da última temporada devido a uma lesão no joelho direito e anotou seu primeiro gol desde que foi contratado.
O triunfo deixou o Palmeiras com 28 pontos, quatro a mais que o segundo colocado Corinthians. Já o Guarani continuou sem vencer mesmo com a estreia do técnico Guilherme Macuglia nesta tarde. Desde a terceira rodada do Estadual, o time campineiro só perde ou empata e, por isso, permanece na zona de rebaixamento com nove pontos.

O clube do Parque Antarctica, por outro lado, aprimorou a campanha no Paulista, agora com nove vitórias e um empate, que o deixa com um aproveitamento de 93,3% na competição. Esta é a melhor marca do Palmeiras em um início de Estadual desde 1996, quando o time teve um retrospecto semelhante na época que também era dirigido por Luxemburgo.
Neste sábado, o treinador palmeirense decidiu escalar apenas três titulares: Marcos, Danilo e Pablo Armero. Isso porque a equipe tem compromisso pela Copa Libertadores na próxima terça-feira contra o Colo-Colo, também em casa. Todos os outros titulares ganharam descanso e nem foram relacionados para o banco pelo técnico.
A entrada dos reservas, no entanto, não atrapalhou o time quando a partida começou. Com dois atacantes leves - Lenny e Marquinhos -, o Palmeiras deu trabalho aos defensores rivais, que abusaram das faltas próximas à área no início do jogo. As chances de bola parada vieram em boa hora para os anfitriões, principalmente, após Luxemburgo praticar as jogadas ensaiadas ao longo de toda a semana. Mas em nenhuma delas a equipe teve sucesso.
Aos poucos, o meio-campo do Guarani se acertou na partida e conseguiu encaixar bons contra-ataques. Com isso, passou a ser mais efetivo no setor ofensivo e criou chances de gol evitadas por Marcos. Foi somente nos 15 minutos finais que o Palmeiras voltou a pressionar até Lenny conquistar um pênalti aos 45min.
Após discutir sobre quem ia para a cobrança com o camisa 19, Marquinhos foi o escolhido pelo técnico alviverde, mas desperdiçou a cobrança no fim da etapa inicial e ouviu vaias da torcida. “Eu bati normalmente, assim como eu faço nos treinos. Qualquer um pode perder um pênalti”, afirmou o atacante logo após o lance.

Com Bruno no lugar de Marcos, lesionado após uma dividida, o Palmeiras começou o segundo tempo mantendo o domínio da posse de bola, mas parou diante da marcação dos visitantes. Aos 14min, Luxemburgo colocou Ortigoza no lugar de Maurício e mudou o esquema do time para o 4-4-2. Pouco depois, ele colocou Deyvid Sacconi no lugar de Marquinhos, que deixou o gramado sob vaias.
A entrada do meia deu nova cara ao Palmeiras. O jogador criou boas jogadas no ataque até finalmente deixar sua marca aos 34min após assistência de Ortigoza. Depois, o Palmeiras recuou e não teve muitos problemas para conter os avanços do time campineiro até o apito final.
Após o compromisso de terça-feira pela Libertadores, o Palmeiras terá descanso até o próximo domingo, quando terá o clássico contra o Corinthians em Presidente Prudente pela 12ª rodada do Paulista. Um dia antes, o Guarani recebe o lanterna Noroeste no Brinco de Ouro.

PALMEIRAS 1 x 0 GUARANI

 
Local: estádio Parque Antarctica, em São Paulo
Árbitro: Marcelo Rogério (SP)    -     Assistentes:
Reinaldo Rodrigues dos Santos e Alexandre Basilio Vasconcellos (SP)
Público: 11.617 torcedores      -     Renda:
R$ 330.057,50
Cartões Amarelos:
Jumar, Deyvid Sacconi (PAL); Éder Baiano, Walter, Rafael Fefo (GUA)
Gol: Deyvid Sacconi, aos 34min do segundo tempo

Palmeiras: Marcos (Bruno); Maurício (Ortigoza), Jeci e Danilo; Wendel, Jumar, Sandro Silva, Evandro e Pablo Armero; Lenny e Marquinhos (Deyvid Sacconi). Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Guarani: Douglas; Éder Baiano (Rafael Fefo), Danilo e Walter; Maranhão, Gláuber, Claudiney Rincón, Bruno (Chiquinho) e João Paulo (Henrique); Dairo e Fernando Gaúcho. Técnico: Guilherme Macuglia.

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MENSAGEM DE AMIZADE…

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UM MINUTOS COM DEUS…

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FAÇA SUA PARTE…

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GESTANTE DEVE CONTROLAR PESO? QUAL É ALIMENTAÇÃO ADEQUADA?…

FONTE: Jocelem Salgado (www2.uol.com.br).

Os meus três filhos já estão moços e cada um segue seus trilhos. Não tenho mais que me preocupar com papinhas, nem com a hora de mamar. Como todas as mulheres, tenho boas recordações dos tempos em que cuidava de cada um, com os caprichos e as inquietações de todas as mães.
É com saudades desse tempo que escrevo hoje este artigo para todas as mulheres, principalmente para aquelas que estão esperando seus bebês ou já estão amamentando seus filhos.

À espera do milagre da vida

Um filhote vai começar a ser gerado e sua mamãe se prepara para concebê-lo e recebê-lo da forma mais cuidadosa e carinhosa possível. A mãe sabe que tudo o que seu organismo vier a receber, e tudo o que o seu corpo e sua cabeça vierem a processar, vão interferir na formação dessa nova criatura.
A alimentação é certamente o item que maior peso terá na saúde do pequeno que está sendo concebido. Mas só bons alimentos não resolvem tudo. É preciso que a criança seja esperada e desejada, e que a mãe se sinta desejosa e esteja cheia de planos e de vontade.
Sentir-se grávida, ou imaginar a hora em que esse momento pode acontecer, é com certeza uma das realizações mais marcantes na vida de uma mulher. Nenhuma de nós esquece o momento em que o seu corpo identificou que outro corpo estava brotando dentro dele. Para algumas, infelizmente, a constatação significou um dilaceramento, porque era uma gravidez não esperada, imposta, não querida, ou desejada e não compartilhada.
Para a maioria das mulheres, felizmente, a sensação de que um ser está se formando dentro do nosso ventre é uma das alegrias capazes de renovar a nossa vida. Tantas são as felicidades e tantos são os projetos, que queremos cuidar de tudo ao mesmo tempo. Percebemos, de repente, que já estamos pensando no enxoval das primeiras semanas, imaginando como a pequena criança se sentirá na escola, e se alguém não nos beliscar, estaremos esperando por ela na porta do vestibular, ou fazendo suas fotos na formatura da faculdade. Teremos muitos anos para curtir, festejar, gritar, ficar irritada e se angustiar com esse bebê que vai se tornar criança, depois adolescente e finalmente adulto.

Cuidando da alimentação durante a gravidez

Para que esta criança desejada chegue com saúde e para que a futura mamãe possa passar pelas 40 semanas de forma tranqüila e sem imprevistos, é importante cuidar de um dos fatores que mais pesam para uma gravidez saudável: a alimentação.
A gestação acarreta uma modificação nutricional para a futura mãe, não só para corresponder às suas necessidades nutricionais, como também às do feto. Embora a mãe desnutrida possa gerar uma criança sadia, estudos mostram uma relação definitiva entre a dieta da mãe e as condições da criança ao nascimento.
Pesquisas apontam também que algumas complicações durante a gestação tais como anemia, toxemia e parto prematuro podem resultar de uma dieta inadequada para as necessidades nutricionais da mãe e da criança.
As características de uma alimentação para gestante se assemelham a uma alimentação normal, porém deve-se dar especial atenção ao aumento de calorias, proteínas e de algumas vitaminas e minerais, tais como o cálcio, ferro e ácido fólico.
Portanto, a orientação nutricional deve ser parte integrante durante a gestação, afim de que sejam satisfeitos as necessidades da mãe, do feto e da criança nos primeiros meses de vida. Acompanhe algumas dicas importantes para essa fase:

Alimentação na gravidez

1) As calorias devem ser controladas, contudo, um acréscimo de 300 kcal/dia, no segundo e terceiro trimestres é necessário devido ao aumento de tecidos, crescimento do feto e da placenta. As 300 kcal a mais na alimentação equivalem a 1 colher grande rasa de arroz (30g) + 1 concha pequena de feijão (65g) + 1 fatia pequena de carne grelhada (70g). As mães que amamentam também precisam de um adicional de calorias, pois durante este período há um aumento das necessidades energéticas em função do grande gasto calórico para a produção do leite;

2) Consuma proteínas de fontes animais, tais como laticínios magros/desnatados (3-4 porções ao dia), ovos (3 vezes por semana), carnes vermelhas magras, aves sem pele e peixes, principalmente os marinhos ricos em ômega-3, tais como salmão, sardinha, atum etc (2 porções de carnes, aves ou peixes ao dia). As carnes de um modo geral devem ser consumidas grelhadas ou cozidas, ao invés de fritas.
Os peixes marinhos deverão fazer parte do cardápio pelo menos 2 a 3 vezes por semana, pois são ricos em ácidos graxos ômega-3 que comprovadamente ajudam no desenvolvimento do cérebro e retina do recém-nascido.
Consuma também fontes de proteínas vegetais tais como feijão, ervilha, soja, grão de bico etc (1-2 porções ao dia).
As proteínas destinam-se ao crescimento e à reconstituição dos tecidos do corpo. A média de consumo diário para uma pessoa adulta é de um grama por quilo de peso. Para uma mulher grávida a média aumenta para dois gramas por quilo de peso;

3) Escolha o melhor carboidrato. Procure consumir pão integral, cereais integrais como arroz integral, aveia, farelos em geral etc. Ao contrário da farinha de trigo branca e do açúcar, eles são ricos em vitaminas, minerais e fibras, importantes para a saúde da mãe e do bebê. Recomenda-se consumir 4 a 6 porções por dia. Uma porção equivale a duas fatias de pão integral, uma xícara de cereais matinais ou 3 colheres de arroz integral;

4) Dê prioridade para as gorduras do bem. Na gestação, mesmo sendo a gordura a maior vilã pelo aumento de peso, ainda assim ela não deve ser eliminada totalmente da dieta: é necessário apenas manter a cota sem excedê-la, pois ela é vital para o bebê em desenvolvimento. Deve-se dar prioridade para as gorduras insaturadas de origem vegetal (óleos vegetais em geral, azeite de oliva, nozes, castanhas, amêndoas), pois elas são menos danosas ao sistema cardiovascular. Evitar consumir carnes gordurosas, embutidos como lingüiça, salames, salsichas, queijos gordos (amarelos), maionese, frituras e molhos em geral, banha de porco, torresmo;

5) Vitaminas e minerais são indispensáveis. Para assegurar o fornecimento adequado desses nutrientes, é importante ter uma alimentação diversificada incluindo cereais, produtos integrais, oleaginosas, frutas, legumes, verduras, laticínios e carnes. As frutas e hortaliças em geral garantem um grande aporte de minerais e vitaminas. Recomenda-se o consumo de pelo menos 5-6 porções de verduras e frutas por dia, incluindo pelo menos uma verdura de folhas verdes. Uma banana ou maçã pequena, uma xícara de salada de frutas, um copo de suco de laranja, um prato de sobremesa de salada de folhas, representam uma porção. Tente comer os mais variados tipos de verduras e frutas que puder;

6) Água e líquidos são fundamentais. O bebê em formação precisa de muito líquido, pois grande parte de seu corpo é composta de água. Além disso, o baixo consumo de líquido por mulheres que amamentam pode levar a uma diminuição da produção de leite. Deve-se ingerir pelo menos 8-10 copos de água por dia, além de sucos de frutas, chás, leite etc.

7) Últimas recomendações: evite grandes quantidades de café, chá preto, chocolate, alimentos com corantes artificiais, alimentos light e adoçantes; não exagere em temperos com odor forte, como o alho; não fume nem faça uso de bebidas alcoólicas; procure praticar uma atividade física moderada como, por exemplo a hidroginástica, desde que haja autorização médica.

Devo controlar meu peso?

Sempre enfatizo que quando se está grávida não se deve comer por dois, e sim para dois. O excesso de peso durante a gravidez, além de prejudicar a aparência, pode trazer alguns problemas para a gestante, como a hipertensão arterial e o diabetes. Também é comum o risco de problemas cardiorespiratórios, causados pelo esforço físico maior.
Lembro também que o pouco ganho de peso é tão prejudicial quanto o seu aumento excessivo. Para determinar o quanto a mulher deverá aumentar em kg durante as 40 semanas, sem que haja prejuízo para ela e o bebê, devemos levar em consideração o peso em que mãe se encontra, antes ou quando ficou sabendo da gravidez.
Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o aumento ideal de peso durante a gestação depende da condição da mulher antes da gravidez. Se ela estiver abaixo dos índices normais, é aceitável que engorde de 12 a 18kg. Para as mães com sobrepeso, são tolerados entre 7 e 11,5kg a mais durante os nove meses. Para aquelas que se encontram com peso adequado, recomenda-se um ganho de 10 até no máximo 15kg.
Depois do nascimento do bebê, se a mãe engordou dentro do esperado, a amamentação ajudará na recuperação da boa forma, uma vez que para se produzir leite ocorre um grande gasto calórico. Nesse caso, recomenda-se continuar com a mesma dieta adotada durante a gestação, pois é comum a mulher atingir o peso anterior da gestação em apenas 2-4 meses após o nascimento do bebê. Para alguns especialistas a mulher deve perder, nas seis semanas após o parto, 75% do peso adquirido.
Para aquelas mulheres que engordaram mais do que o desejado e não estão amamentando, uma dieta específica pode ser recomendada. Nesse caso, adota-se uma dieta hipocalórica individualizada, que poderá ser prescrita por um nutricionista. Para acelerar a perda de peso, é possível utilizar alimentos nutricionalmente completos que substituem uma refeição, como shakes para controle de peso, por exemplo. Bebidas diuréticas e termogênicas como o chá verde também podem ser utilizadas como coadjuvantes.

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ESTOU GRÁVIDA DE UM USUÁRIO DE CRACK. ISTO AFETARÁ O BEBÊ?…

FONTE: Danilo Baltieri (www2.uol.com.br).

Estou grávida de um mês, infelizmente o pai da criança é usuário de crack

Resposta: Tem havido muitas pesquisas avaliando os efeitos indesejáveis e altamente nocivos ao feto do consumo de nicotina, álcool, maconha, cocaína/crack, heroína e outros opióides (dentre outras substâncias) pela mãe durante a gravidez.

Carência de estudos

No entanto, menos estudos têm dedicado esforços na avaliação dos efeitos nocivos sobre o feto do consumo dessas substâncias apenas pelo pai. Mesmo porque, em muitos casos estudados, os dois genitores fazem uso de substâncias ao mesmo tempo.

Evidências

Embora pesquisas sobre o relacionamento entre o uso dessas substâncias pelo pai e os efeitos sobre a cognição, comportamento e saúde física do bebê têm sido limitadas, algumas evidências científicas sugerem que o consumo de drogas pelo genitor pode influenciar negativamente o feto.
Por mecanismos ainda não plenamente esclarecidos, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pelo pai afeta negativamente o feto tanto em termos comportamentais quanto cognitivos, mesmo quando a mãe não consome bebidas alcoólicas. Prejuízos de memória, linguagem, desempenho acadêmico e atenção têm sido observados entre filhos de pai alcoolista.
De fato, é realmente muito difícil formular uma explicação para esta situação. Alguns autores têm apontado que os filhos de pai usuário de álcool e/ou outras substâncias, durante a gestação, sofrem várias influências ambientais e sociais negativas (estresse da mãe, exposição da mãe às drogas e inadequado suporte do pai durante a gestação). Realmente, o fato do genitor fazer uso de cocaína/crack freqüentemente está associado com maior desgaste físico e psicológico da mãe, maior chance de comportamentos agressivos pelo pai, maior risco de complicações legais pelo usuário e várias dificuldades relacionais entre o pai e a mãe. Tudo isso, seguramente, afeta o período da gestação.
Por outro lado, alguns autores aventam que filhos de pai com dependência química apresentam maior chance de desenvolver quadro clínico de dependência química no futuro e, muitas vezes, alterações comportamentais e cognitivas discretas podem ser vislumbradas na infância.
Outros estudos têm verificado que pais usuários crônicos de cocaína podem apresentar alguns defeitos nos espermatozóides, como redução da mobilidade, diminuição da produção e maior risco de anormalidades morfológicas. Alguns estudos experimentais, realizado em ratos, têm mostrado que ratos (machos) que fizeram uso de cocaína cronicamente podem gerar uma prole com baixo peso e tamanho, além de aumentar o risco de morte neonatal. Mas, repetindo, esse estudo foi experimental.
Trata-se de assunto bastante vasto, onde inúmeras variáveis podem interagir em um resultado bastante insatisfatório. De qualquer forma, a sua preocupação é bastante pertinente e você deve sempre fazer seu acompanhamento pré-natal de forma adequada. O pai da criança deve imediatamente procurar ajuda médica e psicológica para cessar o consumo dessa substância. Isso, seguramente, amenizará quaisquer prejuízos futuros para o seu filho.

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SEXO PODE SER BOM DURANTE TODA A GESTAÇÃO E PÓS-PARTO…

FONTE:  Dra.Ângela Carvalho, médica ginecologista e sexóloga - CRM 11060 (www2.uol.com.br).

Especialista aponta dificuldades mais recorrentes na vida sexual durante a gravidez e o pós-parto. Identifique-as e busque o diálogo com seu parceiro para superá-las.

A sexualidade ativa não precisaria ser interrompida em nenhum momento da gravidez e do *puerpério, visto que não é apenas com a penetração que se atinge o orgasmo. Há várias maneiras de se obter prazer e cada parceiro pode usar de criatividade e jogos de sedução para que se mantenha viva esta chama tão importante na vida conjugal e tão benéfica nesta fase.
Por conter aspectos inconscientes, a alteração do desejo sexual de um parceiro nem sempre é compreendida pelo outro e, muitas vezes, é captada como uma dificuldade de ordem pessoal, tornando a relação mais vulnerável e o vínculo conjugal ameaçado.
Outras disfunções sexuais poderão vir à tona neste período. Poderíamos destacar: a dificuldade em atingir o orgasmo por parte da mulher, alterações no tempo da ejaculação e na qualidade da ereção para o homem.
Assim, o significado de tais alterações é percebido pelo homem e pela mulher de maneiras diferentes. Para o homem, pode ser a confirmação de sua exclusão na relação mãe-bebê e pode causar-lhe profunda mágoa e grande irritação. Conseqüentemente, isso provocará um maior afastamento de sua parceira, num momento em que ela está mais necessitada de sua presença física e emocional.
Para a mulher, pode ser a confirmação de que não é mais atraente, fazendo-a sentir-se menos sedutora, muitas vezes reclamando que o parceiro está desinteressado pela gravidez e pelo bebê.
É, portanto, de suma importância, o diálogo entre os dois, sem mágoas e ressentimentos, assim que as dificuldades conjugais comecem a surgir, para que não se acentuem.

*Período que decorre desde o parto até que os órgãos genitais e o estado geral da mulher voltem às condições anteriores à gestação

Atenção!
Esse texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um médico e não se caracteriza como um atendimento.

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A DESMORALIZAÇÃO DA MENTIRA…

FONTE: IVAN DE CARVALHO (TRIBUNA DA BAHIA).

 

Richard Nixon foi o primeiro e único presidente dos Estados Unidos da América que renunciou ao cargo – o cargo mais poderoso do mundo. Já estava claro: ele renunciaria ou sofreria logo mais adiante a condenação do impeachment, o impedimento para continuar no cargo.
Alguns anos depois, o presidente Fernando Collor, do Brasil, seguiria seu exemplo. Durante a sessão do Senado Federal em que estava sendo julgado com resultado previamente conhecido – era óbvio que os senadores decretariam seu impeachment – ele enviou por seu advogado uma brevíssima carta de renúncia, que foi lida durante a sessão de julgamento presidida, segundo determina a Constituição, pelo presidente do STF, Sidney Sanches.
Uma das diferenças entre os dois casos foi a de que Collor renunciou, usando uma prerrogativa garantida pela Constituição, para não ter seus direitos políticos suspensos. O impeachment lhe acarretaria tal suspensão, a renúncia, não. Apesar disso, a maioria dos senadores decidiu violar a Constituição, em mais um exercício do “jeitinho” brasileiro. E apesar do magistral discurso do então senador Josaphat Marinho, no qual fez questão de revelar que votaria pelo impeachment se esta votação ocorresse. Mas a renúncia encerrava o processo de impeachment e sem este não havia como suspender os direitos políticos do já então ex-presidente. “Não podemos”, disse o mestre de Direito Constitucional. O Senado atropelou a Constituição e votou decisão suspendendo os direitos políticos de Collor. Nixon renunciou para evitar o prolongamento do processo até o impeachment, não para manter direitos políticos. Até porque já estava no segundo mandato e presidente americano, depois do segundo mandato, diferente do que ocorre no Brasil, não pode disputar qualquer mandato público eletivo.
A outra diferença é que no caso de Collor, a acusação de corrupção era a base do impeachment – que o levou à renúncia. No caso de Nixon, não se tratava de corrupção nem da responsabilidade pela espionagem (escutas clandestinas) na sede do Partido Democrata, no Edifício Watergate. A acusação era a manobra de Nixon para encobrir a verdade, negando-a e destruindo provas que dizia não existirem. Nixon foi acusado de mentir. E a mentira o derrubou.
Fico me perguntando o que vai acontecer, ou não, com o ministro da Justiça do Brasil, Tarso Genro. Em julho de 2007, durante os Jogos Panamericanos, no Rio de Janeiro, os pugilistas cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, desertaram da delegação da ditadura comunista de seu país e pretendiam viajar para a Alemanha, já com promessa de contrato. Mas foram diligentemente presos pela Polícia Federal e deportados imediatamente em um avião posto à disposição do governo cubano pelo presidente-ditador da Venezuela, Hugo Chávez.
O ministro Tarso Genro foi muito criticado pela pressa de perpetrar essa “gentileza” a Fidel Castro e defendeu-se, afirmando que os dois atletas cubanos haviam manifestado a vontade de voltar para casa, para suas famílias. Em Cuba, eles foram excluídos da seleção nacional e até proibidos de treinar. Antes que se completassem seis meses, a farsa foi desmascarada – Erislandy Lara fugiu para a Alemanha, deixando a família em Cuba. O ministro Tarso Genro insistiu na farsa, mas esta semana ela “desmoronou de vez”, como registrou em artigo a cientista política Lúcia Hipólitto, pois o outro pugilista, Guillermo Rigondeaux, também fugiu, deixando a mulher – que apoiou inteiramente a fuga – e o filho. Está na Flórida e em breve embarca para a Alemanha. O caso dos dois cubanos voltou ao noticiário no Brasil, menos por causa da fuga de Guillermo e mais pela decisão-surpresa do ministro Tarso Genro de dar o status de “refugiado político” a Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua como terrorista na Itália por quatro homicídios e cujo processo de extradição tramitava (e tramita) no Supremo Tribunal Federal. O status de “refugiado político”. Que diferença de tratamento!… Nixon perdeu o cargo de presidente dos Estados Unidos por causa de uma mentira.
Quanto ao caso dos cubanos, prefiro encerrar com a conclusão que Lúcia Hipólitto deu ao seu artigo sobre o assunto: “Sei não, mas certas pessoas não desmoralizam apenas a verdade.

Conseguem desmoralizar a mentira”.

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NÃO É UMA GRACINHA?…

FONTE: *** TRIBUNA DA BAHIA.

 

Os governos se especializaram em anunciar investimentos astronômicos invisíveis. Vez por outra o leitor observa boquiaberto manchetes do tipo “ vamos aplicar R$ 10 bilhões na recuperação da malha viária do País” ou “Estado já conta com R$ 800 milhões para melhorar a qualidade do atendimento na saúde pública”. Aí o tempo passa e nada acontece. Outras maravilhas são divulgadas e, mais uma vez, ficamos no compasso de espera. Assim vai o tempo e o que era dado como real, palpável, factível torna-se mera utopia, pura enganação, uma mentira deslavada, enfim. As promessas mirabolantes me confirmam ser este um país de mentirinha. Eles gostam de nos enganar e nós nos deliciamos toda vez que somos enganados.
Talvez motivada pelo furor do Carnaval, a equipe do presidente Lula decidiu arrebentar a boca do balão em pleno mês de fevereiro ao garantir a construção de um milhão de casas populares até 2010. É pouca coisa em relação ao déficit habitacional de mais de 12 milhões de moradias. Mas é muito se olharmos com olhos otimistas. Não são só as residências que importam, mas todo o aquecimento da economia, com a geração de dezenas de milhares de empregos.Em tempo de crise vale mais um novo posto de trabalho na mão do que dez voando. Nem bem a novidade ganha as ruas somos surpreendidos (nem tanto) pela contrainformação de que nossas autoridades extrapolaram na dose. Não há como fornecer o paraíso a um milhão de famílias habituadas a conviverem no inferno.
Qual a solução? Uma (des) alternativa deles (lá) é não mais mencionar prazos. Desculpe-me a falta de modéstia mas eu tenho como,num piscar de olhos, erguer não um milhão porém 10 milhões de casas novinhas em folha. Admito que as unidades não possuem um grande conforto nem tampouco são – como diria, meu Deus? – habitáveis. Contudo, no mundo do faz-de-contas tudo, absolutamente tudo, é possível.
Para o meu projeto ir adiante recorri à “A Casa” do mestre sempre saudoso e cuja genialidade é incontestável, Vinícius de Moraes. O poetinha compôs “ A Casa” para gente miúda que voa sobre a brisa da imaginação, mas ela pode ser perfeitamente adaptada à gente graúda que conhece na pele as agruras de morar sob os viadutos ou em casas de papelão – literalmente falando. Aliás, “A Casa” do poeta certamente serviu de inspiração para o governo Lula, onde não faltam ações hilárias.
A casa pretendida por Lula era, pois, “ muito engraçada/Não tinha teto/Não tinha nada”. Mais interessante é que “ninguém podia entrar nela não/Porque a casa não tinha chão/ Ninguém podia dormir na rede/ Porque na casa não tinha parede/ Ninguém podia fazer xixi/ Porque pinico não tinha ali”/ Mas, o mais importante ainda: “Mas era feita com muito esmero/ Na rua dos bobos número zero”.
Como diria um personagem televisivo famoso, “ não é uma gracinha”?

 

*** JANIO LOPO É EDITOR DE POLÍTICA DO JORNAL TRIBUNA DA BAHIA. E-MAIL.: janiolopo@gmail.com

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