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31/12/08

MORRE COMPOSITOR DE “NO WOMAN, NO CRY”…

MORRE NA JAMAICA O COMPOSITOR DE “NO WOMAN, NO CRY”…

FONTE: Associated Press (FOLHA ONLINE).

                              FOTO: DIVULGAÇÃO.
Morreu o autor "No Woman, No Cry", clássico do reggae na voz de Bob Marley (foto).

O compositor Vincent Ford, autor de "No Woman, No Cry", clássico do reggae eternizado na voz de Bob Marley, morreu na Jamaica aos 68 anos.Ford morreu no domingo (28) em um hospital por complicações de uma diabetes, afirmou Paul Kelly, porta-voz da fundação Bob Marley, em Kingston.
A canção, que apareceu no álbum "Natty dread", lançado por Marley em 1974, foi inspirada pelo gueto de Trench Town, em Kingston, onde Marley e Ford viveram nos anos 1960.
Ford recebeu os créditos pela canção. Contudo alguns críticos defendem que Marley a escreveu mas deu a Ford os créditos para ajudá-lo a se sustentar com a renda de royalties. O compositor comandava uma cozinha comunitária e perdeu ambas as pernas graças a diabetes. Ele também tem os créditos de três canções no álbum "Rastaman vibration". Marley morreu de câncer em Miami em 1981 aos 36 anos. Até hoje, o cantor é considerado um dos heróis nacionais mais adorados da ilha caribenha.

criado por sardinha16    19:50 — Arquivado em: Sem categoria

ÁFRICA DOMINA E VENCE AS DUAS PROVAS…

ÁFRICA DOMINA E VENCE AS DUAS PROVAS NA SÃO SILVESTRE…

FONTE: Fernando Narazaki e Rafael Krieger, em São Paulo.

FOTOS: AYRTON VIGNOLA / FOLHA IMAGEM.
Kipsang se firmou na frente na segunda metade da prova para ganhar em 44min42s.
A atleta da Etiopia Ymer Wude Ayalew vence a 84ª edição da São Silvestre.

Pelo segundo ano seguido os africanos fizeram a festa na São Silvestre. Mesmo sem contar com nomes de expressão internacional, o continente viu a etíope Yimer Wude Ayalew e o queniano James Kipsang serem os campeões da 84ª edição, realizada na tarde desta quarta-feira, em São Paulo.
Assim, a África repete a festa do ano passado, quando o Quênia levou as duas taças com Alice Timbilili e Robert Cheruiyot. É a primeira vez desde 2000 que o Brasil amarga duas edições consecutivas sem vencer a prova. Naquela ocasião, os quenianos Paul Tergat e Lydia Cheromei sagraram-se bicampeões em 1999 e 2000.
Sem a festa no lugar mais alto do pódio, restou aos brasileiros celebrar a despedida de Vanderlei Cordeiro de Lima, que foi um dos mais assediados pela torcida. Ele teve de interromper várias vezes o seu aquecimento e mostrou muita emoção. "Estou muito emocionado e agradeço a todos que sempre me ajudaram. Eu me despeço feliz", disse.
O melhor brasileiro na prova foi Raimundo Nonato, sétimo colocado, com o tempo de 46min03. Vanderlei Cordeiro acabou na 102ª posição, depois de 52min12s.
Maior esperança do país, Franck Caldeira, campeão em 2006, abandonou no décimo quilômetro da prova, repetindo o que fizera no ano passado. A melhor brasileira foi Fabiana Cristiane da Silva, que terminou na segunda colocação, seguida pelas compatriotas Marily dos Santos, Edielza Alves do Santos e Luzia de Souza Pinto.
Já a prova masculina terminou, inclusive, com os brasileiros fora do pódio. Além da vitória de Kipsang, a sua primeira na São Silvestre, o Quênia teve o segundo e terceiro colocados com Evans Cheruiyot e Kiprono Mutai, respectivamente. O tanzaniano Marco Joseph foi o quarto, e o colombiano William Jesus fechou o pódio.
No feminino, a tanzaniana Sara Ramadhani iniciou com tudo e disparou na frente já nos primeiros metros da prova. Após o Elevado Costa e Silva, ela passou a ver a distância diminuir e acabou superada pela etíope Yimer Wude Ayalew na altura do sétimo quilômetro. A partir daí, a representante da Etiópia abriu mais de 200 metros de frente para apenas administrar e vencer a prova em 51min37s, cruzando a frente de Kipsang, que cruzou segundos depois.
Já no masculino, o Brasil teve um rápido momento de felicidade até o final da rua Consolação, quando Gladson Barbosa liderava. Porém, ele foi alcançado pelo queniano Evans Cheruiyot e, a partir daí, os africanos tomaram conta da prova. Em bloco, eles tiraram o brasileiro da disputa e James Kipsang se firmou na frente na segunda metade do percurso para ganhar em 44min42s.
Com o triunfo de Yimer Wude, a Etiópia celebra o seu segundo título na prova feminina. Até então, a única etíope a triunfar foi Derartu Tulu, em 1994. Já no masculino, o Quênia tornou-se o país com mais títulos, sendo o 11º na história. O Brasil está logo atrás com um a menos.

criado por sardinha16    19:42 — Arquivado em: Sem categoria

DOIS JOVENS FLAGRADOS VENDENDO CRACK…

EUNÁPOLIS: DOIS JOVENS FLAGRADOS VENDENDO CRACK…

FONTE: *** RADAR64.

Dois jovens, um de 13 anos e outro de 18, foram detidos em flagrante, na tarde de terça-feira (30), durante ronda da Polícia Militar nos bairros Rosa Neto e Alegria, periferia de Eunápolis.
Segundo os militares, foram encontrados com Magno Amaral Filho e o adolescente de 13 anos, dinheiro e mais de dez pedras de crack, a droga mais consumida pela juventude da cidade.
Os dois foram encaminhados para a Polícia Civil. Magno foi autuado em flagrante pelo delegado plantonista Milton Oliveira, enquanto o garoto ficou à disposição do Ministério Público.

*** Fotos e informações, Eunanotícias.

criado por sardinha16    19:25 — Arquivado em: Sem categoria

ENCONTRO REÚNE PREFEITOS…

ENCONTRO REÚNE PREFEITOS DA REGIÃO EM PORTO SEGURO…

FONTE: RADAR64.

A eleição da diretoria da União dos Prefeitos da Bahia (UPB) e da Associação dos Municípios da Região Cacaueira – Sul e Extremo Sul (Amurc) foi o tema de um encontro entre os prefeitos da região, no dia 27, no Hotel Sunshine, em Porto Seguro.
A reunião promovida pelo prefeito eleito de Porto Seguro, Gilberto Abade, trouxe os principais candidatos à presidência dessas instituições, como o prefeito de Camaçari, Luis Caetano, que concorre à cadeira da UPB e Moacir Leite, prefeito de Uruçuca, que concorre a pasta da Amurc.
Abade, ao iniciar a conversa com os prefeitos, definiu aquele momento como muito especial para os municípios da região, pois para garantir uma gestão plena, será necessária a união dos prefeitos para buscar recursos para os municípios e obras consorciadas. “Precisamos trocar informações e experiências, estarmos de mãos dadas para fortalecer essas instituições e nossa representatividade”, disse.
Os problemas que os municípios enfrentam também foram explorados. Entre eles foram citadas as questões da inadimplência, construção de aterros sanitários, reforma tributária, transporte escolar municipal, bem como as possibilidades para promover o desenvolvimento econômico.
Os candidatos falaram sobre o processo eleitoral e sobre a criação de espaços para discussão das principais lacunas da região. Moacir Leite disse que o encontro demonstra a importância do fortalecimento da rede dos gestores e das propostas para o trabalho na Amurc.
“Precisamos promover melhor qualificação profissional para os assessores técnicos e políticos; captar recursos; integrar estratégias para as bacias hidrográficas; criar veículo de comunicação das prefeituras; realizar feiras municipais; criar agendas prioritárias e resgatar a imagem dos gestores públicos”, apontou.
O candidato Luiz Caetano foi enfático em suas palavras. “Vamos começar um governo novo e, para começar bem, é preciso começar certo. Para isso, precisamos de planejamento”, afirmou, acrescentando que é preciso que os prefeitos se articulem para que possam dar um salto de qualidade na administração pública.
As eleições, tanto da UPB quanto da Amurc devem acontecer em meados de janeiro.

criado por sardinha16    19:23 — Arquivado em: Sem categoria

BAIANÃO GANHA ESTÁDIO COM DIMENSÕES OFICIAIS…

FONTE: RADAR64.

A comunidade do Complexo Baianão, periferia de Porto Seguro, uma das regiões mais violentas da Bahia, tem, agora, um espaço de lazer. Foi inaugurado esta semana o Estádio Municipal Guaiamuzão.
O estádio tem dimensões oficiais, o que o torna apto para abrigar qualquer jogo. O complexo do estádio conta com dois bares, três vestuários, carrinho-maca, sistema de drenagem do campo e cinco funcionários.

criado por sardinha16    19:22 — Arquivado em: Sem categoria

TURISTAS CAEM NO GOLPE DO ABADÁ…

TURISTAS CAEM NO GOLPE DO ABADÁ EM PORTO SEGURO…

FONTE: RADAR64.

                      FOTO: REPRODUÇÃO TV.
Duas irmãs de Mônica entre as vítimas.


Passar o réveillon na praia, ao som de axé. Ou aproveitar o sol e o mar do badalado distrito de Arraial D’Ajuda, a 5km de Porto Seguro. Esses eram os planos de pelo menos 500 brasilenses que deixaram a capital federal de ônibus ou de avião rumo à cidade da Costa do Descobrimento. Mas, ao chegar, descobriram que não tinham onde dormir.
A agência de turismo não havia feito a reserva nas pousadas nem comprado ingressos e abadás para os shows da virada de ano. A volta para casa de muitos também não estava garantida.
As vítimas acusam a Impacto Turismo de estelionato. Pelo menos 200 pessoas registraram ocorrência contra a empresa na Delegacia do Turista de Porto Seguro. “Essas pessoas não ficaram na rua porque os donos das pousadas tiveram dó. Algumas pagaram pela hospedagem de novo”, informou a delegada-chefe da Delegacia do Turista, Tironite Bezerra.
Em Brasília, o grande número de ocorrências também chamou a atenção. Foram 21 registros em 24 horas — das 16h de domingo às 16h de segunda—, na 3ª DP. A maioria dos reclamantes são parentes de jovens que tentavam aproveitar as férias na terra mãe do Brasil.
Segundo a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) a Impacto Turismo não tem registro na instituição.

criado por sardinha16    19:17 — Arquivado em: Sem categoria

FELIZ 2009… MUITA SAÚDE, PAZ, LUZ E HARMONIA…

criado por sardinha16    11:24 — Arquivado em: Sem categoria

AUMENTO SEM TRAUMA…

FONTE: *** TRIBUNA DA BAHIA

A partir de primeiro de janeiro de 2009 a população de Salvador amanhecerá com a tarifa de ônibus a R$ 2,20. Um aumento de 10%.O reajuste em si não representa uma novidade. Teria de acontecer em face das dificuldades dos empresários do setor para manter o serviço com um nível razoável de qualidade. Há uma planilha de custos que reflete os gastos para a manutenção de toda a frota (cerca de três mil coletivos), onde componentes como pneus, peças, combustíveis e pessoal têm peso considerável. São despesas que crescem a cada dia seja pela flutuação do dólar, seja pela elevação do barril do petróleo e de tantos outros fatores internos e externos. Portanto, essa é uma questão que tem de ser tratada sem demagogia, mas dentro de uma realidade global. É claro que por todos os motivos do mundo santos e demônios detestam imaginar terem de desembolsar vinte centavos a mais cada vez que utilizar o buzu. Também ficam irados com as remarcações, sempre para mais, dos produtos de primeira necessidade expostos nas prateleiras de supermercados.
Nesses tempos de crise financeira brava, os preços dos medicamentos tendem a disparar. E o salário, ó, cada vez fica mais raquítico.
Não pretendo me desviar do tema central deste comentário.Quero dizer que as negociações foram bem conduzidas. Por conta disso, não houve reação negativa por parte do povo. Há de se levar em conta que por detrás do sucesso do entendimento e do diálogo entre o agente público e privado, houve uma estratégia bem sucedida. Coincidência ou não, o reajuste é anunciado num período onde as atenções estão voltadas para os festejos de fim de ano. Quero crer que apesar da sua ampla divulgação muita gente ainda o desconhece. Além disso, estamos numa época de férias escolares. Os estudantes adoram reclamar muitas vezes sem saber nem do quê. Enfim, o cenário é de tranqüilidade e de compreensão. E, convenhamos, não houve nenhum excesso na fixação do novo preço. Aliás, estudos encomendados à Fundação Getúlio Vergas, há dois anos – mais ou menos – já apontavam que a tarifa deveria ser bem superior aos atuais R$ 2,20.
Louve-se o pulso firme do prefeito João Henrique que em quatro anos concedeu apenas dois aumentos para os coletivos e o senso de equilíbrio dos empresários do ramo que têm demonstrado disposição de também darem sua cota de sacrifício. Muitos reduziram a margem de lucro da empresa para impedir um colapso na atividade. Resta agora esperar dos rodoviários uma sinalização de que, na sua data-base, instrumento como o diálogo e o respeito ao público se sobreponha a possíveis bagunças ou desordens, normalmente patrocinadas por politiqueiros de plantão.
Há uma outra verdade que precisa ser dita: é um acinte ao usuário comum do coletivo que determinadas categorias sejam isentas da tarifa. Quem não tem muitas vezes acaba pagando por quem tem. Chega! Vamos dar um basta isso. Policial, carteiro, oficial de justiça, por exemplo, deveriam bancar a mordomia. Senão eles diretamente, os seus órgãos de origem. Isenção só para idosos e deficientes. E acabou. Se todos pagassem obviamente os preços seriam menores. Outra medida pleiteada há anos: a desoneração das passagens, mas os governos federal e estadual não admitem reduzir os impostos para o transporte público porque, claro, não têm compromisso com o público.
Aí, como disse o próprio presidente Lula, nós sifu. E com a ajuda dele.

*** JANIO LOPO É EDITOR DE POLÍTICA DO JORNAL TRIBUNA DA BAHIA. E-MAIL: janiolopo@gmail.com

criado por sardinha16    10:27 — Arquivado em: Sem categoria

DUAS CRISES NA VIRADA DO ANO…

FONTE: IVAN DE CARVALHO (TRIBUNA DA BAHIA).

Vamos comemorar o início de um novo ano com duas grandes crises em curso no mundo. E outras aparentemente menores, mas que eventualmente podem evoluir para fatos muito mais graves.
De uma das crises – a que atinge as finanças e a economia mundiais, com conseqüências que deverão se fazer sentir mais agudamente no ano a ser iniciado à zero hora (quando esse a perderá sua crase, graças à idéia meio estapafúrdia de se construir um idioma por tratado apelidado de “acordo ortográfico”, que já é o segundo do tipo para o português) – muito se tem falado e escrito há vários meses.
Da outra, muito se tem falado e escrito há várias décadas. Refiro-me à crise entre Israel e os palestinos, que envolve não só a estes, mas também a vários países árabes e a alguns que, não sendo árabes, são muçulmanos e engajados no esforço de “varrer Israel do mapa”, entre os quais destaca-se o Irã e destacava-se também o Iraque antes da ocupação americana que pôs fim ao tenebroso regime de Saddam Hussein.
Ao contrário da crise econômica e financeira mundiais, que não se sabe quando vai acabar, mas cujo fim, seguido de uma recuperação, é previsível na pior das hipóteses em poucos anos, a crise entre israelenses e seus inimigos tem assumido desde 1948, quando o Estado de Israel foi criado (recriado, depois de 1878 anos de Diáspora) em Assembléia Geral da ONU, numa resposta mais do que justa ao Holocausto perpetrado pelo nazismo, não tem marcada no tempo previsão de um desfecho.
No momento, vive-se nas antigas terras bíblicas apenas mais um episódio de um série. Antes da própria criação de Israel em 1948, na Assembléia Geral da ONU presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, já havia uma milícia israelense lutando pela independência de um estado hebreu, pois a Palestina fora posta pela Liga das Nações, após a Primeira Guerra Mundial, sob mandato britânico, como previra no Antigo Testamento o profeta Isaías: “As ilhas te guardarão”.
Criado pela ONU o Estado de Israel, então bem menor do que é atualmente, os países árabes se aliaram e atacaram para varrer do mapa o chamado “estado judeu”. Quase inacreditavelmente, foram derrotados e Israel conseguiu ampliar seu território, não chegando, porém, a incorporar a Cisjordânia, que fazia parte do Israel histórico e bíblico, onde constituía as províncias da Judéia e da Samaria.
Passou o tempo e em 1967, sob a liderança egípcia de Gamal Abdel Nasser, o Egito, a Jordânia e a Síria montaram uma operação militar contra Israel. E houve a Guerra dos Seis Dias, na qual, surpreendendo totalmente o inimigo, Israel o derrotou com a maior facilidade, aproveitando para “anexar” a seu território a Cisjordânia (à margem direita do Rio Jordão e que era controlada pela Jordânia e habitada densamente pelos palestinos árabes) e a antiga Jerusalém, capital do Israel histórico e que hoje constitui a chamada “parte leste” de Jerusalém, além de ocupar a Faixa de Gaza e o deserto do Sinai, incluindo a margem direita do Canal de Suez.
A réplica árabe-muçulmana veio em 1973, quando, no dia do “Dia do Perdão” dos israelitas, o Egito atacou em aliança com a Síria e a Jordânia, mas esta só formalmente, pois sabia que seu ingresso de fato nas hostilidades lhe seria devastador. Novamente Israel venceu, mas sob pressão da União Soviética, que os Estados Unidos entenderam que não podiam ou não deviam neutralizar, fez-se um acordo em que Israel retirou-se para uns poucos quilômetros da margem do Canal de Suez, retirando suas tropas que entraram no Egito e sitiaram a principal unidade do Exército deste país. Foi nesta crise que aconteceu a primeira grande crise do petróleo, com o boicote árabe às exportações para o Ocidente. Entre Síria e Israel quase nada se alterou (houve o ataque sírio, mas não prevaleceu), e a Jordânia foi preservada por Israel. Tempos depois, Anwar Sadat, do Egito e Menahem Begin, de Israel, fizeram um acordo de paz entre os dois países e Israel devolveu o deserto do Sinai e a Faixa de Gaza ao Egito. É na Faixa de Gaza, que hoje faz parte, oficialmente, do território controlado pela Autoridade Nacional Palestina, mas na prática está sob controle dos terroristas do Hamas, que se desenvolvem no momento as operações militares de Israel. E outros crises atingirão a região depois desta, algumas de amplitude e intensidade muito maior.
“Não haverá paz”, avisou o profeta Isaías.

criado por sardinha16    10:24 — Arquivado em: Sem categoria

DUAS CRISES NA VIRADA DO ANO…

FONTE: IVAN DE CARVALHO (TRIBUNA DA BAHIA).

Vamos comemorar o início de um novo ano com duas grandes crises em curso no mundo. E outras aparentemente menores, mas que eventualmente podem evoluir para fatos muito mais graves.
De uma das crises – a que atinge as finanças e a economia mundiais, com conseqüências que deverão se fazer sentir mais agudamente no ano a ser iniciado à zero hora (quando esse a perderá sua crase, graças à idéia meio estapafúrdia de se construir um idioma por tratado apelidado de “acordo ortográfico”, que já é o segundo do tipo para o português) – muito se tem falado e escrito há vários meses.
Da outra, muito se tem falado e escrito há várias décadas. Refiro-me à crise entre Israel e os palestinos, que envolve não só a estes, mas também a vários países árabes e a alguns que, não sendo árabes, são muçulmanos e engajados no esforço de “varrer Israel do mapa”, entre os quais destaca-se o Irã e destacava-se também o Iraque antes da ocupação americana que pôs fim ao tenebroso regime de Saddam Hussein.
Ao contrário da crise econômica e financeira mundiais, que não se sabe quando vai acabar, mas cujo fim, seguido de uma recuperação, é previsível na pior das hipóteses em poucos anos, a crise entre israelenses e seus inimigos tem assumido desde 1948, quando o Estado de Israel foi criado (recriado, depois de 1878 anos de Diáspora) em Assembléia Geral da ONU, numa resposta mais do que justa ao Holocausto perpetrado pelo nazismo, não tem marcada no tempo previsão de um desfecho.
No momento, vive-se nas antigas terras bíblicas apenas mais um episódio de um série. Antes da própria criação de Israel em 1948, na Assembléia Geral da ONU presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, já havia uma milícia israelense lutando pela independência de um estado hebreu, pois a Palestina fora posta pela Liga das Nações, após a Primeira Guerra Mundial, sob mandato britânico, como previra no Antigo Testamento o profeta Isaías: “As ilhas te guardarão”.
Criado pela ONU o Estado de Israel, então bem menor do que é atualmente, os países árabes se aliaram e atacaram para varrer do mapa o chamado “estado judeu”. Quase inacreditavelmente, foram derrotados e Israel conseguiu ampliar seu território, não chegando, porém, a incorporar a Cisjordânia, que fazia parte do Israel histórico e bíblico, onde constituía as províncias da Judéia e da Samaria.
Passou o tempo e em 1967, sob a liderança egípcia de Gamal Abdel Nasser, o Egito, a Jordânia e a Síria montaram uma operação militar contra Israel. E houve a Guerra dos Seis Dias, na qual, surpreendendo totalmente o inimigo, Israel o derrotou com a maior facilidade, aproveitando para “anexar” a seu território a Cisjordânia (à margem direita do Rio Jordão e que era controlada pela Jordânia e habitada densamente pelos palestinos árabes) e a antiga Jerusalém, capital do Israel histórico e que hoje constitui a chamada “parte leste” de Jerusalém, além de ocupar a Faixa de Gaza e o deserto do Sinai, incluindo a margem direita do Canal de Suez.
A réplica árabe-muçulmana veio em 1973, quando, no dia do “Dia do Perdão” dos israelitas, o Egito atacou em aliança com a Síria e a Jordânia, mas esta só formalmente, pois sabia que seu ingresso de fato nas hostilidades lhe seria devastador. Novamente Israel venceu, mas sob pressão da União Soviética, que os Estados Unidos entenderam que não podiam ou não deviam neutralizar, fez-se um acordo em que Israel retirou-se para uns poucos quilômetros da margem do Canal de Suez, retirando suas tropas que entraram no Egito e sitiaram a principal unidade do Exército deste país. Foi nesta crise que aconteceu a primeira grande crise do petróleo, com o boicote árabe às exportações para o Ocidente. Entre Síria e Israel quase nada se alterou (houve o ataque sírio, mas não prevaleceu), e a Jordânia foi preservada por Israel. Tempos depois, Anwar Sadat, do Egito e Menahem Begin, de Israel, fizeram um acordo de paz entre os dois países e Israel devolveu o deserto do Sinai e a Faixa de Gaza ao Egito. É na Faixa de Gaza, que hoje faz parte, oficialmente, do território controlado pela Autoridade Nacional Palestina, mas na prática está sob controle dos terroristas do Hamas, que se desenvolvem no momento as operações militares de Israel. E outros crises atingirão a região depois desta, algumas de amplitude e intensidade muito maior.
“Não haverá paz”, avisou o profeta Isaías.

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